No próximo sábado haverá mais uma roda de música, uma espécie de confraternização de músicos que se auto-denomina Barbantinho Cheiroso. Para saber o porquê do nome estranho basta assistir ao encontro descontraído e criativo que acontece numa padaria do bairro carioca do Grajaú. São músicos profissionais com experiências diversas, vindos do rock, do jazz, do samba, da MPB. O resultado desses encontros é um repertório interessante composto por diversos ritmos e estilos, do samba ao jazz, passando obrigatoriamente pelo choro. Neste sábado, dada a proximidade do Carnaval, serão incluídas marchinhas e frevo (futura febre nos próximos carnavais, anotem). O grupo possui um núcleo mais constante, pode-se dizer, que conta com Eduardo Guedes na guitarra, Ricardo Lourenço no violão de 7 cordas, Léo no cavaco, Dilmar no carron, Pierre Franco com presenças no vídeo de Serrano no pandeiro, Daniel no tantan. Reizilan no violão e voz, além de Alexandre Santos no sax. Vários outros músicos se revezam nos encontros e surpresas acontecem, pois a canja é o prato forte desta panela de pressão musical.
Este blog inaugurará no mês de março reportagens uma delas com este grupo, identificando e qualificando melhor seus componentes, porque a divulgação tem sido no boca a boca. Por ora, vale assistí-los quando nos convocam e ver as surpresas que nos reservam.
14/02 - PADARIA DO CONDOMÍNIO DOS TIJOLINHOS (RUA VIA LÁCTEA, PRÓXIMO AO SHOPPING IGUATEMI) - 19:00 HS - SEM COUVERT
Neste vídeo a história de uma orquestra dedicada ao samba, um dos melhores trabalhos surgidos no Rio de Janeiro, no que se chama de revalorização do samba ocorrida a partir do bairro da Lapa nos anos 2000. Raros são os que tratam o samba com tanto cuidado estético, como o Tio Samba conduz. Preparam um show É BATATA! com a participação da cantora Simone Lial, em homenagem ao centenário de Carmen Miranda, em 09 de fevereiro, que estará anunciado aqui na próxima semana.
É um trem? Não! É um pássaro? Não! É a Big Time Orchestra
Você quer ouvir boa música? E, além de ouvir boa música, quer se divertir à beça? Pois bem, seus problemas acabaram, chegou o DVD Big Time Orchestra - ao vivo no Bourbon Street (Blues Time Records).
Orquestra originária de Curitiba, a Big Time tem como band leader Zorba Mestre, cantor de bons recursos vocais e grande suingue; figura carismática, muito bom humor e, acima de tudo, uma simpatia que lhe sai sem que lhe seja necessária força nenhuma para tanto. Mestre, junto a outros onze músicos, integra a big band: Lilian Nakahodo (teclado e surdo), Fabiano Cordoni (baixo e vocal), Andre Ricciardi (bateria), Ronnie Panzone (guitarra), Jaquerson Bueno (trompete), Oscar Costa e Silva (trompete), Luiz Jiraya (trombone), Raule Alves (trombone), Jerônimo Bello (sax barítono e flautim), Marcio Rangel (sax tenor) e Everson Martins (sax alto).
Ao todo, são doze caras-de-pau - no bom sentido, claro! Sim, pois além de bons instrumentistas, capazes de solos e improvisos criativos, bem como de interpretar em instigantes duplas, trios ou naipes, eles se desdobram em animadas e divertidas coreografias que tornam suas apresentações espetáculos de contagiante alegria musical. Por tudo, a Big Time Orquestra é para ser vista, não apenas ouvida.
O figurino é especial. Todo em preto-e-branco, dos sapatos às gravatas, dos paletós às camisas, passando pelo chapéu, ele cabe como uma luva na intenção descontraída de ser deste baita grupo.
Os arranjos, a cargo de Marcio Rangel, Jerônimo Bello, Ronaldo Panzone e Raule Alves, privilegiam igualmente metais, guitarra, baixo, teclado e bateria - ela, que a todos estimula com seu pulsar. E todos juntos tocam o que se convencionou chamar de "neo-swing". Bota suingue nisso.
Ginga brasileira para mostrar clássicos do rock e do pop internacionais, cantados como no original ou em versões em que a tônica é o humor, por vezes escrachado, quase sempre engraçado, invariavelmente contagiante e dançante.
Não se fica parado diante da interpretação da Big Time Orchestra para o velho e bom "Hit The Road, Jack" ((Percy Mayfield), muito menos ante "Let's Twist Again" (David Appell e Kal Mann), cujo arranjo de Marcio Rangel e Jerônimo Bello juntou a "Hawaii 5.0" (Mort Stevens). E o que dizer ao ouvi-los em "Johnny B. Goode" (Charles Edward Berry)? O melhor é não falar, apenas dançar e desfrutar.
Mas a moçada da Big Time também compõe. Suas criações têm a sua cara. Engraçadas e irreverentes, cada uma delas, versões ou não, ao seu modo, demonstram a personalidade histriônica de seus autores. Assim, Zorba Mestre escreveu a versão de "Just a Gigolo" ((L. Casucci e J. Brammer), cujo título virou, é claro, "Gigolô": "Eu sou um gigolô/ Se me chamam eu vou/ Ninguém sabe o que eu sei/ Sei que o meu lance é fazer/ Romance uhhhh, sem neném".
Isso é a Big Time Orchestra: boa música condimentada em molho especial, salpicada de alegria e temperada com muita diversão.
Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4
(texto publicado no Diário do Comércio (SP), Meio Norte (Teresina), A Gazeta (Cuiabá), Jornal da Cidade (Poços de Caldas) e Brazilian Voice (uma publicação voltada para os brasileiros residentes em toda Costa Leste dos EUA).
UM DOS MAIORES VIOLONISTAS BRASILEIROS DA ATUALIDADE !
Natural de Piracicaba (SP), Alessandro é violonista, compositor e arranjador. Estuda música desde os sete anos de idade. Multiinstrumentista, toca também violão de 7 cordas, violão tenor, cavaquinho, bandolim e flauta. Estudou com Carlos Coimbra (Piracicaba), Jair T. de Paula (Tatuí), Sérgio Belluco (Piracicaba), Ulisses Rocha (Unicamp). Formou-se em violão erudito em 1997, pela Escola de Música de Piracicaba, e Bacharelado em Música Popular pela Unicamp, em 2005. Já escreveu diversos artigos para revistas especializadas como Guitar Player, Acústico, e atualmente é colunista da revista Violão Pró. Junto com o bandolinista Aleh Ferreira e o violoncelista Júlio Ortiz, forma o Trio Quintessência, que já fez turnês pela Rússia, Estados Unidos e Angola. Alessandro já se apresentou ao lado de grandes instrumentistas como: Dominguinhos, Yamandú Costa, Zimbo Trio, Danilo Brito, Carlos Malta, Ricardo Herz, Carlos Poyares, Toninho Ferragutti, Oswaldinho do Acordeon, Laércio de Freitas, Caíto Marcondes, Arismar do Espírito Santo, Oswaldinho da Cuíca, Naylor Azevedo "Proveta", Maurício Carrilho, Luciana Rabello, Joel Nascimento, Conjunto Época de Ouro, Rogério Caetano. Foi solista das orquestras Jazz Sinfônica de São Paulo e a Filarmônica de São Bernardo do Campo. Acompanhou grandes nomes da música popular brasileira, como Beth Carvalho, Sílvio Caldas, Noite Ilustrada, Billy Blanco, D. Yvone Lara, Dona Inah, Monarco, Nelson Sargento, Délcio Carvalho, Xangô da Mangueira, Riachão, Wilson das Neves, Francisco Petrônio, Wilson Moreira, Fabiana Cozza, Marília Medalha, Cristina Buarque e Mariana de Moraes. Lançou seu primeiro CD solo, Abismos de Rosas, em 2001. No mesmo ano foi semifinalista do 4º Prêmio Visa MPB Instrumental, com o Trio Quintessência. Em 2002, lançou o CD A Quintessência da Música, com o Trio Quintessência. Fez turnê pela Itália, em 2003, como solista. Recebeu o 3º lugar no III Prêmio Nabor Pires de Camargo, em 2004. Foi um dos 12 semifinalistas do 7º Prêmio Visa de Música Brasileira, em 2004. Em 2005, fez parte da 2ª edição do Projeto Violões do Brasil, junto com Duo Assad, Badi Assad, Guinga, Paulo Bellinati, Marco Pereira, Zé Menezes, Fábio Zanon, Gilvan de Oliveira, Toninho Horta, João Lyra, Quarteto Maogani, entre outros. Ainda em 2005, lançou o CD Baba de Calango, com o grupo Choro Rasgado, do qual participa junto com Zé Barbeiro (7 cordas), Rodrigo Y Castro (flauta) e Roberta Valente (pandeiro). Este CD foi indicado ao Prêmio Tim em 2006. Obteve o 2º lugar no V Prêmio Nabor Pires de Camargo em 2006, acompanhado por Zé Barbeiro. Em 2006, Alessandro foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro pela trilha musical da peça Gota d´Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes, remontada pelo Grupo Breviário. Em setembro de 2006, Alessandro lançou seu 2º CD solo Alessandro Penezzi, que contou com as participações especiais de Beth Carvalho, Yamandú Costa, Amélia Rabello, Oswaldinho da Cuíca, Quinteto em Branco e Preto, Arismar do Espírito Santo, e outros grandes músicos brasileiros. Em 2007 gravou um CD em duo com a grande atriz do teatro brasileiro, Maria Alice Vergueiro, com músicas de Bertolt Brecht e Kurt Weill. No mesmo ano, participou do CD "Laércio de Freitas homenageia Jacob do Bandolim - convidado. Acaba de lançar o disco Quintessência.
Edith Oliveira Nogueira morreu às 22h30 do último dia 8, aos 94 anos, depois de apresentar insuficiência respiratória, complicação decorrente de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), na cidade em que nasceu e viveu: Santo Amaro da Purificação (BA).
A primeira aparição pública de dona Edith do Pratoocorreu em Santo Amaro, há 60 anos, interpretando com seu prato chulas, sambas-de-roda e lundus, típicos do Recôncavo baiano. Limitando-se desde então a apresentações quase que domésticas.
Caetano Velloso, em seu disco de 1973 Araçá Azul, apresentou-a em duas faixas, quando tornou-se conhecida nacionalmente. Influenciou musicalmente Caetano e Maria Bethânia, que foi responsável pelo lançamento de seu primeiro e único disco em 2004, Edith do Prato e Vozes da purificação. O trabalho rendeu-lhe o Prêmio TIM de Melhor Disco Regional.
Dona Edith não fez de sua arte profissão, limitando-se a aperfeiçoar uma técnica própria de acompanhar-se com um prato de louça e um garfo de inox. Não se considerava artista. No entanto, as obras que interpretou registradas ou não, compõem um universo do samba baiano pouco conhecido, verdadeiramente ancestral do samba tal como é conhecido hoje.
A primeira notícia triste fora que Casemiro, da Velha Guarda da Portela, havia amputado a perna. Era um almoço no primeiro dia de 2009. Ontem, falece este músico e compositor, de complicações decorrentes do já fragilizado estado de saúde. Casemiro Vieira era professor e herói. Professor porque seu modo de tocar cuica, um instrumento complexo utilizado no samba, era diferente. No livro A Velha Guarda da Portela de João Baptista M. Vargens e Carlos Monte, Manati, 2001, Casemiro conta que "osegredo do instrumento é saber encourar, saber amarrar a vaqueta da cuica, a marca do passo" e que "a maioria dos cuiqueiros de hoje não sabe disso". "A afinação da velha Guarda da Portela é diferente de todas". Ainda no livro, é narrado o momento em que, durante um desfile, Casemiro com sua cuica acertou a bateria da escola que havia atravessado. Um herói azul e branco, inesquecível.
The former brazilian composer, Xangô the Mangueira, leaves a legacy of 170 songs, with various sambas recorded in the voices of Clara Nunes and Martinho da Vila, among others. Bastion of the samba, Xangô has died lucid, leaving us feeling sad and a little lost without his rustic voice. Nobody dies before the time, but we ever ask: why did he go to early, we loved him and his music so much. We could see him singing in the video bellow.
No próximo sábado haverá mais uma roda de música, uma espécie de confraternização de músicos que se auto-denomina Barbantinho Cheiroso. Para saber o porquê do nome estranho basta assistir ao encontro descontraído e criativo que acontece numa padaria do bairro carioca do Grajaú. São músicos com experiências diversas, vindos do rock, do jazz, do samba, da MPB. Muitos não vivem de música. O resultado desses encontros é um repertório interessante composto por diversos ritmos e estilos, do samba ao jazz, passando obrigatoriamente pelo choro. Neste sábado, dada a proximidade do Carnaval, serão incluídas marchinhas e frevo (futura febre nos próximos carnavais, anotem). O grupo possui um núcleo mais constante, pode-se dizer, que conta com Eduardo Guedes na guitarra, Ricardo Lourenço no violão de 7 cordas, Helio no violão, Léo no cavaco, Dilmar no carron, Pierre Franco e Serrano no pandeiro, Daniel no tantan. Reizilan no violão e voz, além de Alexandre Santos no Saxofone, Renan Sardinha ao violão e vários outros músicos que se revezam nos encontros. Surpresas acontecem e canja é o prato forte desta panela de pressão musical.
Este blog inaugurará no mês de março reportagens uma delas com este grupo, identificando e qualificando melhor seus componentes, porque a divulgação tem sido no boca a boca. Por ora, vale assistí-los quando nos convocam e ver as surpresas que nos reservam.